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Cultura de Maceió

O lugar da criação de Achiles Escobar

Numa antiga casa-ateliê no boêmio bairro de Jaraguá, o artista dá forma as peças que nascem da fascinação pela cultura popular

Casa-ateliê de Achiles Escobar, perto do Mercado Público de Jaraguá

Maceió, 25 de setembro de 2008

Achiles Escobar faz parte da admirável casta de artistas que consegue sobreviver do ofício. Para isso, ele precisa fincar os dois pés no chão e aguçar cada vez mais o senso crítico. Daí vem a sua fama de cri-cri e autor de discursos incisivos.

Mas, antes de tudo, Achiles Escobar é um dos artistas mais inventivos em atividade no solo alagoano. E o melhor: de uns tempos para cá, resolveu investir no segmento da arte-educação. Há três anos, em parceria com o Sesc, ele aderiu o projeto Ateliê Aberto à Comunidade.

Na prática, ele tenta transformar o cotidiano de crianças e adolescentes da Vila dos Pescadores, em Jaraguá. As atividades acontecem na interessante casa-ateliê verde e chamada de Quina do Artista, que fica numa esquina por trás do Mercado Público de Jaraguá.

O lugar é tão instigante quanto à personalidade e as criações de Achiles. Nele, nada é linear, previsível. Vida e obra são resultados da mistura de impulsos, desejos, devaneios e muito talento. Não poderia ser diferente para deixar inconfundíveis suas peças.

No momento, suas peças fazem parte da mostra “20 x 2 = Arte”, abrigada no Memorial à República. Outras foram enviadas para o Maranhão e São Paulo. “Infelizmente, as pessoas de outros estados valorizam a nossa arte mais do que os próprios alagoanos”, lamenta o artista paranaense que se sente alagoano há mais de duas décadas.

Lugar de aprender

Nas aulas, Achiles ensina aos aprendizes do ofício de artista que artesanato é criação e não cópia. O defeito, que gerou o preconceito, afirma ele, vem da inundação de peças iguais vendidas nos pontos turísticos de Maceió.

“Os turistas vêm para Maceió e acabam comprando produtos fabricados em Pernambuco e Ceará. Não pode ser assim. Eles precisam conhecer os artistas da terra e levar arte com assinatura, com a alma do lugar e do artista. Só dessa maneira vamos gerar muitos artistas, emprego e renda”, defende.

Na casa-ateliê de Achiles Escobar as lições ultrapassavam as técnicas de papietagem e as transformações do papel machê. Os iniciados também discutem cidadania e a importância da auto-estima em tempos tão difíceis.

“Eles vêm da Favela de Jaraguá, se achando inferior aos outros e sofrendo todo tipo de preconceito. Aqui tudo isso fica para trás. Aqui vale o caráter e o talento. O resto que se exploda”.

Fonte: Tudonahora
Por Roberto Amori

 

 
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